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Como deixar as festas mais especiais neste final de ano

“No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança...”
(Ivan Lins)

A canção do cantor e compositor Ivan Lins parece que foi escrita para os dias de hoje e traz uma mensagem de esperança para este final de ano, quando as festas natalinas tradicionais brasileiras, cheias de familiares e amigos reunidos em uma mesma casa, precisaram ser repensadas e até canceladas, em alguns casos, por conta da pandemia do novo coronavírus – bem como as Reveillon. Mas não é por isso que precisamos perder o clima mágico do Natal, deixar de montar uma bela árvore na sala de entrada, escolher presentes com carinho ou mesmo contar os últimos segundos para 2021. As comemorações continuam vivas e, em um ano em que muitas famílias sofreram perdas, é ainda mais importante manter o contato. Ele só não precisa ser físico como antes e se for, deve ser limitado a grupo pequenos e de preferência com pessoas que moram juntas, conforme indica a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em uma cartilha que traz informações sobre como diminuir os riscos da covid-19 neste período. 

A Fiocruz orienta que quem optar por fazer alguma reunião comemorativa em casa deve estipular um limite de convidados, garantindo o distanciamento de 2 metros e que, preferencialmente, realize o evento em locais abertos e ventilados, entre outras dicas valiosas que merecem atenção, como usar a máscara a todo tempo da reunião, exceto quando estiver comendo e bebendo e levar máscaras extras para qualquer troca necessária.

Novos comportamentos

Se aprendemos alguma coisa neste ano, afinal, foi sobre como nos conectar de maneiras não-convencionais. E as festas de fim de ano também podem se acender pelas luzes dos celulares, a partir de conexões seguras com familiares queridos, cada um em sua casa. “A essência das relações não é somente presença física: elas são constituídas por afeto, palavras, pensamentos”, afirma o psicólogo Marcelo Filipecki.

Essas trocas podem acontecer pelos vários aplicativos de videoconferência que ficaram conhecidos em 2020: Meets, Zoom, Skype, Just Talk, e até mesmo pelas plataformas de redes sociais como WhatsApp e Facebook. “Os contatos, ainda que por meio digital, preservam os vínculos humanos, os quais são fundamentais nesse período tão delicado”, conta Filipecki. O psicólogo enumera os tantos ganhos de manter os vínculos nesse momento: “Segurança, possibilidades de pensamentos, criação de soluções ou até simples distrações. Essas são algumas das indispensáveis vantagens”.

Mas fazer a conexão é somente a primeira etapa: curtir o momento continua sendo a mais importante. Para isso, vamos deixar algumas dicas de como tornar as comemorações sempre mais vibrantes, sem perder o espírito natalino e de renovação.

Os presentes

Eles são parte de uma tradição antiga e, embora o “Papai Noel” talvez não possa visitar as casas nesse ano, os presentes podem continuar decorando e alegrando o pé da árvore de Natal.
Como fazer compras em centros comerciais ou shoppings lotados não são as opções mais seguras, as famílias podem construir suas próprias lembranças: de desenhos e pinturas, fotografias, vídeos a comidas gostosas caseiras, as opções de presentes feitos artesanalmente ou até por meio da tecnologia são várias.

Quem tem uma mão boa para cozinha pode montar e embrulhar panetones, cozinhar cupcakes enfeitados, biscoitos de gengibre, montar cestas de café, cestas de livros e discos.

Para quem tem agulhas em casa – deixadas quem sabe por avós costureiras –, existem diversos tutoriais no Youtube de como costurar corações simples em fio de malha ou meias fáceis de crochê para os familiares estrearem o próximo inverno. É uma chance de ganhar uma nova habilidade. A pessoa presenteada nem vai se importar se o seu disquinho de crochê vier com um fiozinho solto. O importante é o amor depositado a cada ponto.

Mas não é preciso grandes habilidades manuais para criar presentes interessantes. Há diversos sites para revelar fotos online, por exemplo, que são depois enviadas à casa para montar um álbum de fotos especial. Ou mesmo elaborar caixinhas de lembranças e amuletos para dar sorte em 2021.
Os presentes não precisam ficar restritos ao núcleo de casa. Com aplicativos como Rappi, é possível chamar um motorista para vir até sua residência pegar a encomenda e depois levá-la até a casa dos familiares ou amigos.

Desse jeito, nem mesmo o famoso amigo secreto precisa ser extinto das confraternizações. Se todo mundo se organizar, o sorteio pode ser feito a partir de aplicativos como “Amigo Secreto 22” ou mesmo por plataformas online como essa aqui. 

Os presentes fabricados em casa podem ser enviados pelo Rappi, como descrito acima, mas os esquemas podem ser diversos. Uma pessoa pode tirar um nome e então encomendar a sua comida favorita por aplicativos como iFood ou UberEats – só não dá para esquecer de trocar os endereços na hora de fazer o pedido! 

Há também muitas opções de lojas que estão fazendo encomendas online por WhatsApp e outros aplicativos, com entrega garantida ou mesmo lojas onlines para compra por sedex. E tem mais: para quem ainda não se organizou não há problema algum em entregar o presente mesmo depois do Natal. O que vale é a saúde e a segurança de todos. Viu só: há muitas maneiras de presentear sem precisar enfrentar aglomerações e no conforto de casa.

Estar presente sem contato físico


 O ano de 2020 foi de fato muito difícil para as relações familiares. Segundo o psicólogo Marcelo Filipecki, todas as relações humanas foram ressignificadas em função do distanciamento e do isolamento sociais. Ele  afirma que os relacionamentos adquiriram valorização mais intensa, simplesmente por estarmos mais privados deles. ”Na realidade, esse é um efeito há muito descrito na Psicologia. Nossa cultura pressupõe muito contato, toque, pele com pele. Então, por meio de dor e desconforto emocional, fomos desafiados a nos rever, a compormos novos gestos e rituais sociais de modo a preservar e, até, restaurar nossa saúde psíquica”.

Filipecki orienta que, dentro do que for possível (de forma adaptada e segura), é muito positivo que a família realize atividades que proporcionem interação. E para ele, naturalmente, as ferramentas tecnológicas podem ajudar significativamente na aproximação e suprimento emocional. 
Contudo, ele reforça um ponto fundamental: não há crise que seja definitiva. “O ser humano irá, certamente, superar esse obstáculo histórico. Então ter essa noção temporal é fundamental para a saúde mental”. O psicólogo ressalta que, enquanto ainda estamos vivendo essa situação tão inédita e impactante, precisamos direcionar nossa energia para nos adaptarmos e criarmos novas ferramentas psíquicas e comportamentais que poderão ser usadas futuramente. “Temos aqui, agora, uma oportunidade real, apesar de densa e tensa, de nos reestruturarmos de maneira a potencializarmos nossas habilidades”.

Ouça aqui:
Quem gostou da citação da música “Novo tempo” no início do texto, pode ainda ouví-la na íntegra. 

Publicado em: 22/12/2020 por Café UTAM S.A.

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